segunda-feira, novembro 15, 2004

CRÓNICA DOS MAUS COSTUMES #1

O hip-hop fez recentemente 30 anos. Já era altura de crescer, ó menino. Com 30 anos, qualquer estilo "musical", e digo musical porque nem devia chamar-se àquilo música, já teria evoluído. Mas não. Continua a ser a mesma merda de sempre. Aquilo é realmente nojento.
Desde as festas de bairro de Brooklyn e do Bronx, o hip-hop não evoluiu nada. Pelo menos desde a última vez que ouvi. Corria o ano de 1980 e ouvi Rapper's Delight dos Sugarhill Gang. Quase ia vomitando. Lembro-me perfeitamente. Foi como quando ouvi música disco pela primeira vez. Não ajudou nada a parte instrumental ter sido roubada a Good Times, dos Chic, aquele que eu considerava o pior single de sempre. Passei logo a considerar Rapper's Delight a pior merda de sempre. Mal sabia eu que nas próximas 2 décadas seria merda atrás de merda.
Vamos por partes. No princípio, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, Grandmaster Flash e outros palhaços faziam merda, mas pelo menos era de boca fechada. Depois apareceu o MC. O MC é a pior invenção da História, que fique bem claro. Gente estúpida como os Run DMC, os Public Enemy, os Beastie Boys (brancos idiotas), o LL Cool J, os De La Soul (aquele primeiro disco é talvez o pior de sempre), depois em Los Angeles, gente com os NWA (nojo, nojo, nojo), ou o Ice-T e os Body Count (a pior banda de sempre, não há volta a dar) os isto, os aquilo. O Notorious B.I.G. foi morto. E ainda bem. Ninguém o aturava. Tupac Shakur a mesma coisa. E com razão.
A pior invenção de sempre a seguir ao hip-hop foi o Dr. Dre. Dr. Dre é uma merda. É um tipo merdoso cujo maior crime foi ter trazido Eminem para a frente. E Snoop Dogg. E outros tipos asquerosos para caraças. Não há ponta por onde-se-lhes-pegue.
Batidas básicas e estúpidas com gente estúpida a falar por cima. Se não sabem tocar instrumentos, se não sabem cantar, porque é que não se dedicam à pesca? Eu sei, não respondam: é por causa das gajas e do dinheiro. E quando são gajas a fazer? Queen Latifah, Lil' Kim, Kelis, Missy Elliott. Merda. Merda. Merda. Fica tudo pior. É nojento. Nunca devia ter existido.
O hip-hop nunca deu um único contributo positivo ao mundo. É triste dizer, mas era preciso alguém dizê-lo.
Como se não bastassem duas décadas de estupidez, um dia Kool Keith lançou um EP com não-sei-quem e no novo milénio surgiu a Anticon. Gajos brancos, estúpidos, saloios e idiotas pegaram em guitarras desafinadas e disseram coisas parolas por cima. São otários. Sim, são otários. E têm todos nomes estúpidos.
Um dia, algures há uns 10 anos, o hip-hop chegou a Portugal. Como é óbvio, chegou atrasado e ainda pior. Rapública era o nome do disco. A pior merda de sempre, digo eu. Aquilo é mesmo, mesmo, mesmo mau. Absolutamente nojento. Falarem sobre o tipo que "não sabe nadar, iô". Não têm vergonha?
Roubam música aos outros, são parvos, idiotas. Não sabem cantar, não sabem tocar. Porque é que lançam discos? Porquê? Porquê? O hip-hop faz 30 anos, sim. Mas aos 30 anos um gajo é suposto já ter saído de casa dos pais e ter um trabalho. Arranjem um trabalho, mandriões! Saiam já da MTV com os vossos carros Porsche e o raio-que-os-parta.
A cultura hip-hop é a pior coisa que existe no mundo inteiro. Tem menos relevância nos últimos 30 anos de música que o Kenny G. Sim, o Kenny G. Prefiro passar um dia inteiro a ouvir o Kenny G a destruir clássicos de sempre com o seu saxofone-no-elevador a ouvir dois segundos de um tema de hip-hop. Há certas coisas que nunca deviam ter saído do bairrinho donde vieram.
Parabéns? Parabéns o caralho, destruidor da cultura jovem. Se não fosse o hip-hop, as drogas não existiriam. Está provado por alguém cujo nome me escapa agora. Ou talvez eu tenha inventado isto, mas uma coisa é verdade: o mundo não está a salvo enquanto o hip-hop não for erradicado.