quinta-feira, novembro 25, 2004

RTP QUER CANONIZAR JÚLIO ISIDRO

Fontes próximas da RTP, mais propriamente o primo da vizinha do tipo que faz as folgas dos contínuos da RTP às quintas-feiras, informaram hoje o IM de que a RTP quer canonizar Júlio Isidro.
"O John Peel português mas com um sorriso estúpido e também na televisão e muito mais convencido...oh pá, esqueçam, não tem nada a ver. Mas, ainda assim, merece ser canonizado, mesmo só para o gajo nos parar de chatear com os ordenados em atraso e o facto de não ter nenhum programa agora. Porra, já estamos fartos de pô-lo a homenagear velhadas em especiais que ninguém vê e são tão excitantes quanto as nossas telenovelas.", disse algum responsável pela televisão do estado, de acordo com a nossa fonte. "Ou isso ou estava a pedir ao estagiário para ir buscar café, eu não ouço assim tão bem atrás das portas."
O pedido ainda não foi enviado para o Vaticano, mas o IM conseguiu, com muito esforço (tivemos de levar os sobrinhos do gajo aos treinos de andebol, pagar-lhe as contas e ainda levá-lo a jantar ao Gambrinos, porra!), contactar o próprio Júlio Isidro. Entre dois chás de camomila, aulas de karaté com velhinhas e três cocktails, Júlio Isidro contou-nos a história da sua vida: "Nasci nos anos 40 (...) fui para a escola (...) descobri os Beatles (...) descobri os Rolling Stones (...) graças a Deus não descobri o Marco Paulo (...) descobri o António Variações (...) fui responsável pela queda do Muro de Berlim (...) basicamente, ninguém chegou à televisão sem a minha ajuda. Gaita, eu sou mesmo bom." Falou durante mais umas duas horas, sobre todos os especiais que fez na vida, sobre o seu atrito com Eládio Clímaco e sobre a sua dependência de Fanta de Laranja. Quanto à canonização, "Vem muito naturalmente. Eu descobri muita coisa, trouxe muita coisa para a frente. Estou sempre à frente de toda a gente e, no mundo inteiro, só me lembro de um tipo como eu: o John Peel. Mas esse era inglês, por isso não interessa. Eu mereço ser canonizado, mesmo enquanto vivo."
A canonização será comemorada com uma jantarada numa qualquer tasca do Bairro Alto, com muitos amigos. Curiosamente, nenhum deles é músico. "Não gosto ter amigos músicos, porque eles são todos drogados e eu nunca me meti em nada disso. Descobri-os todos, mas a maior parte deles já morreu. Os meus programas, como o 'Passeio dos Alegres', ou outros, fazem parte de Portugal. Gaita, sou mesmo, mesmo bom."