domingo, agosto 21, 2005

O REGRESSO COM UM NOVO EDITOR

Caros fiéis leitores,

Tomei as rédeas deste projecto jornalístico que é o Inimigo Musical, há muito abandonado e deixado para morrer pelos seus antigos donos. Longe da magia e da criatividade do princípio, o IM é hoje uma marca sem o prestígio dos primórdios. Prometo, enquanto estiver à frente deste projecto (temporariamente, obviamente, quando acabar o meu trabalho por aqui voarei para outro poiso ao sabor do vento com o meu guarda-chuva, qual Mary Poppins), torná-lo um projecto mais ambicioso, mais alargado, com novos leitores, mas sem alienar o público-base do mesmo.

Permitam-me falar sobre a minha pessoa e a minha vida: chamo-me Robinho, tenho 35 anos e sou um apaixonado pela noite, pelas cores, pelo calor humano, pelas pessoas e, especialmente, pela pouca roupa das mulheres nas discotecas. Saio à noite desde os meus 6 anos, a minha eterna juventude, ia para a noite com o meu pai, que era polícia, e sempre adorei aquela batida e as bebidas e o álcool e as meninas. Enquanto os meus amigos se divertiam, brincando de dia, eu dormia. Só sonhava com a noite, com a sexta-feira à noite, hora que chegava no final da semana e era tempo de reencontro. Conheci muita e boa gente na noite, vi crescer muitas discotecas, morrer outras, vi crescer amores, morrer amores, tive amigos, inimigos, mas sempre me diverti e nunca cheguei a casa antes das 4 da manhã.
Agora, por favor, permitam-me partilhar algumas histórias. Como todos os noctívagos, sou um apaixonado pelo Algarve. Pelas cores e sabores da terra do Sul, pela vida nocturna da mesma, pela Casa do Castelo e por Albufeira. Feliz, fui ao Sunrise Festival. Eram 2 da manhã, estava num bar pequeno, a música era pop-rock comercial. Os corpos, suados e pouco vestidos, roçavam-se uns nos outros. Não aconteceu nada, mas depois já eram 4 da manhã e rumei à Casa do Castelo. Disseram-me que o Sunrise Festival só ia ser bom no dia seguinte. Ainda bem, porque já eram 6 da manhã e estava a beber a minha mini com um pastel de nata e outros resistentes num café pequeno duma aldeia lá perto. Voltei para o hotel, sabendo que Jamiroquai ia ser o homem da noite seguinte. E foi.
Mas algo aconteceu um certo domingo. Estava muito em Albufeira, na praia, e perguntei aos meus amigos: "Então, hoje vejo-vos na noite ou não?", ao que eles responderam: "Não, vamos a Lisboa ver os U2." Foi aí que percebi que os U2 eram a maior, melhor e mais inovadora banda de todos os tempos. Fiquei chateado por não ir, e ainda tentei pedir umas borlas porque sou jornalista, mas não deu. Vinguei-me no Algarve, a noite estava giríssima.

Despeço-me, amigos, prometendo notícias para breve.

Vemo-nos na noite por aí,
Robinho, o novo editor do Inimigo Musical.