quinta-feira, setembro 08, 2005

EDITORIAL: BARREIRAS

Há, no mundo de hoje, barreiras. Barreiras que tendem a não deixar que os artistas nacionais sejam reconhecidos lá fora. Mas houve um precedente enorme: Amália. Amália tinha uma voz de ouro, uma voz que lançava tesouros, pelo menos é o que me parece, se está enterrada naquela coisa que parece o capitólio americano (ai, quem me dera ser de Washington, mas parece que os jornalistas por lá têm de ter ou talento ou ser amigos de políticos), deve ser importante. Não sei, nunca ouvi. A música não é o meu forte. Mas há grandes músicos hoje em dia, especialmente os DJs que animam as minhas noites. No outro dia estava numa discoteca e apareceu, assim do nada, o DJ Vibe. Começou a tocar um house inspiradíssimo e gostei muito. Até passou um tema do Rui da Silva, o famoso "Touch qualquer coisa", não me lembro bem. Mas é assim que eu gosto da música, como algo que derruba barreiras. Que consegue ultrapassar as adversidades e ganhar, vencer. É por isso que gosto muito destas novas bandas pop-rock que querem singrar lá fora. O fado é bom e tal mas o fado não é, na minha opinião, o melhor companheiro para noite. Porque quando eu me embebedo brutalmente (e faço-o num Dock's ou num Lux ou numa Kapital, não num Luso Café ou num Clube de Fado) quero é ouvir martelos, que são a música que Deus criou para nos deixar perder na noite, na magia da noite. Todas as memórias que guardo da noite, e nem são tantas assim, já que sou alcoólico e tendo a esquecer-me de todas as noites que saio, que são basicamente todas as noites, inclusivamente a de domingo, envolvem música de dança. Fado não é música de dança, por muito moderna que aquela tipa de tranças pareça. Mas, mesmo assim, se algum amigo meu me estiver a dar boleia e disser que o novo do Camané é fixe e não é só a "Maria Albertina" (que anima muitas das minhas noites) que vale a pena, ficarei o maior fã de fado do mundo. Tudo isto porque os amigos que dão boleia são verdadeiros barómetros musicais, eles é que desbravam novos caminhos e nos mostram aquilo que devemos ouvir.

Até um di...uma noite destas,
Robinho, o novo editor do Inimigo Musical